A Câmara Municipal de Serra Grande, no Sertão da Paraíba, aprovou por unanimidade dos vereadores presentes, nesta quinta-feira (8), o Projeto de Lei nº 013/2026 enviado pelo Executivo, assinado pelo prefeito Vicente Neto, que cria oficialmente a Banda Marcial do município e a denomina Banda Marcial Yan Jonhata de Abreu Ramos. A votação ocorreu durante a 15ª Sessão Ordinária do segundo período legislativo, presidida pela vereadora Maria de Jesus Alexandre (Maria de Louro), e foi marcada por emoção, reconhecimento e valorização da história cultural serragrandense.
A homenagem eterniza a memória de Yan Jonhata de Abreu Ramos, jovem que teve sua trajetória ligada à música e deu os primeiros passos como aluno da Filarmônica Cornélio Carneiro da Silva. Familiares do homenageado, entre eles os pais, dona Antônia e o senhor Jones, além de tias e irmã, acompanharam a sessão. A secretária municipal de Cultura, Maria Vidal, também esteve presente. Em declaração após a aprovação, a presidente da Câmara destacou a importância da iniciativa e classificou o momento como um presente para a população. Segundo ela, o compromisso agora é trabalhar para que a banda continue viva e abrilhante os eventos do município e de cidades vizinhas.
A aprovação representa também um passo importante para a regularização e a continuidade de uma tradição que atravessa gerações. A história da então “Banda Marcial Maria Vidal de Moura” começou a ser construída em 2002, a partir da mobilização da comunidade em defesa das manifestações cívicas e culturais. Em agosto de 2005, o projeto ganhou força com a chegada de 36 instrumentos musicais doados pelo Governo do Estado. Em parceria com a administração municipal, foi criada uma escola de música que formou dezenas de jovens sob a regência do professor Arnaldo Clemente de Lucena. A primeira apresentação ocorreu em 7 de setembro de 2005, dando início a uma trajetória de participação em desfiles, solenidades, eventos religiosos e festividades de Serra Grande e de municípios da região.
Ao longo dos anos, a banda conquistou espaço na vida cultural do município, contribuindo para a formação musical de jovens e para a preservação das tradições locais. Apesar dessa relevância, a corporação ainda não havia sido formalizada por lei. De acordo com o histórico apresentado, uma tentativa anterior de regularização acabou resultando na instituição da Banda Filarmônica Cornélio Carneiro da Silva, que também teve papel importante na formação de músicos da cidade. Em abril de 2026, a Banda Marcial retomou suas atividades sob a regência do professor José Kauan e voltou a se apresentar em eventos escolares, desfiles cívicos e programações culturais, reafirmando sua importância para a comunidade.
Com a aprovação do Projeto de Lei nº 013/2026, Serra Grande dá um novo passo para fortalecer seu patrimônio cultural e assegurar a continuidade de uma iniciativa que une educação, cidadania, inclusão social e amor pela música. O texto prevê a vinculação da banda à Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, autoriza a aquisição de instrumentos, uniformes e equipamentos e estabelece objetivos como a formação musical de crianças, jovens e adultos. Mais do que oficializar uma instituição, a decisão dos vereadores reconhece a contribuição de gerações de músicos e transforma o nome de Yan Jonhata em símbolo de uma tradição que a cidade deseja preservar e transmitir às futuras gerações.
Uma Melodia Eterna: O Legado de Yan Jonhata
A música não é feita apenas de notas que ecoam no ar; ela é feita de alma, de entrega e da essência daqueles que dedicam suas vidas à arte de tocar corações. Hoje, a nossa Banda Municipal Marcial Maria Vidal de Moura, de Serra Grande (PB), dá um passo histórico e profundamente emocionante: passamos a carregar com muito orgulho e amor o nome de Yan Jonhata de Abreu Ramos.
Falar de Yan é falar de uma paixão inabalável pela música. Aluno dedicado da Banda Filarmônica Cornélio Carneiro da Silva, Yan não era apenas um músico; ele era o coração zeloso de todo o grupo. Era aquele que olhava para cada instrumento não como um objeto, mas como um tesouro vivo. Com mãos cuidadosas e um carinho sem igual, ele cuidava da manutenção de cada peça, garantindo que a nossa sonoridade nunca perdesse o brilho.
Mesmo nos momentos mais críticos, quando a doença tentou impor limites ao seu corpo, Yan nunca permitiu que ela alcançasse o seu espírito. Ele esteve presente, participou das atividades, levantou a bandeira da música e esteve ao nosso lado como o parceiro fiel que sempre foi. Nos ensinamentos que nos deixou, o que mais impressionava era a sua força: ele nunca demonstrou tristeza ou desânimo. Lutou pela vida com a bravura de um guerreiro até seus últimos momentos entre nós, transformando cada segundo de sua jornada em uma verdadeira lição de resiliência e amor.
Para os seus familiares e amigos músicos que hoje acolhem o seu nome em nossa Banda Marcial, fica a certeza de que Yan não partiu. Ele apenas mudou de palco. Cada acorde que soar daqui para frente, cada batida de bumbo e cada sopro de clarineta carregarão a sua energia, a sua alegria silenciosa e a sua dedicação eterna.
Que este novo nome seja um abraço eterno à família de Yan e uma lembrança viva para cada músico de que a verdadeira música nunca morre — ela simplesmente continua a ecoar na eternidade.
Yan Jonhata de Abreu Ramos, presente para sempre em nossas notas e em nossos corações!
Serra Grande, 8 de outubro de 2026.
A trajetória da Banda Marcial Maria Vidal de Moura
A trajetória da Banda Marcial Maria Vidal de Moura é marcada pela perseverança e pelo amor de uma comunidade que sempre valorizou a arte e a tradição. O sonho de ver jovens marchando e preenchendo as ruas com harmonia nasceu do desejo ardente de manter acesa a chama das comemorações cívicas e culturais do município.
Após anos de empenho e da solicitação oficial iniciada em março de 2002, esse marco começou a se concretizar em agosto de 2005. Foi quando a cidade teve a alegria de ser contemplada com 36 instrumentos musicais por meio do investimento do Governo do Estado nas escolas estaduais. A partir da união com o Governo Municipal, criou-se a Escola Municipal de Música, que formou dezenas de jovens talentos sob a regência do professor Arnaldo Clemente de Lucena. A escolha do nome “Maria Vidal de Moura” homenageou, por unanimidade, uma mulher de competência, seriedade e dinamismo, que foi a principal propulsora do desenvolvimento dessa grande conquista.
Apesar do carinho e do alcance social, a Banda Marcial original nunca havia sido formalizada por lei. Anos mais tarde, ao encaminhar um projeto de lei para regularizar essa manifestação cultural na Câmara Municipal, ocorreu um equívoco no texto do projeto: em vez de formalizar a tradicional Banda Marcial, instituiu-se a Banda Filarmônica Cornélio Carneiro da Silva, que, durante vários anos, teve seus trabalhos sob a regência do maestro Gilberto Carlos Antão. Foi nessa Filarmônica que o saudoso Yan Jonhata deu seus primeiros passos na música como dedicado aluno.
Hoje, a história se reescreve com a justiça e a sensibilidade que nossa cultura merece. A Câmara Municipal aprova o projeto que oficializa o retorno definitivo da nossa querida Banda Marcial, marcando sua volta no mês de abril de 2026, agora sob a regência do professor José Kauan. O projeto também honra e eterniza a memória do saudoso Yan Jonhata, que teve sua trajetória profundamente ligada à música da nossa terra.
A volta da Banda Marcial não celebra apenas o resgate do nosso patrimônio cultural e o civismo de Serra Grande, mas também o legado daqueles que viveram e eternizaram a paixão pela música em nosso município. Que os novos acordes continuem a ecoar e a inspirar as futuras gerações!
Serra Grande, 8 de outubro de 2026.
Por: Radar Sertanejo



